A história da Nadare começou a ser construída em julho de 2010, com aulas realizadas na piscina da Unifor, atual endereço físico da escola. Desde o início, o propósito sempre foi formar nadadores e incentivar a superação dentro e fora da água.

Em dezembro de 2011, três alunos participaram da II Travessia Dragão do Mar como equipe de águas abertas Unifor, marcando um momento importante na consolidação do trabalho voltado também para o mar e para as provas de resistência.

Em agosto de 2014, a participação em um curso de gestão do BNB fortaleceu a visão de estruturar oficialmente uma equipe que unisse todos os alunos em torno de uma identidade própria.

Em agosto de 2015, a NADARE foi formalizada e, em novembro do mesmo ano, participou do seu primeiro evento oficialmente como equipe: o 1º Revezamento de 6h da academia R2.

Desde então, a Nadare vem participando de diversos eventos e competições, consolidando sua trajetória nas piscinas e nas águas abertas, sempre com o compromisso de evoluir junto com seus alunos.


Conheça a trajetória do nosso professor - Marcelo Augusto

Minha história com a natação começou aos 7 anos, por indicação médica. Lembro bem da piscina gelada em Brasília e das lágrimas antes de entrar na água. No início, não era prazer — era insistência, incentivo e a presença firme da minha mãe ao meu lado.

Pouco tempo depois nos mudamos para o Rio de Janeiro, e eu caminhava cerca de 1,5 km todos os dias para treinar. Foi ali que recebi o convite do meu professor para integrar a equipe mirim do Botafogo Futebol e Regatas, no Mourisco. A adaptação foi difícil. A diferença técnica para as outras crianças era grande, e os desafios pareciam maiores do que eu.

Até que, em uma competição, fui chamado de última hora para substituir meus colegas no revezamento. Aquela prova rendeu minha primeira medalha. Foi um divisor de águas. A partir dali a natação deixou de ser apenas esforço — passou a ser propósito.

Ao longo da minha formação, mudei de cidade a cada dois anos por conta do trabalho do meu pai. Essa trajetória me levou a treinar em grandes clubes como Botafogo e Fluminense, no Rio de Janeiro, Olímpico Clube, em Manaus, e AABB, em Brasília. Participei de campeonatos estaduais, regionais e brasileiros, acumulando não apenas experiência competitiva, mas também grandes amizades que carrego comigo até hoje. A natação me ensinou técnica e disciplina, mas também me ensinou pertencimento.

Comecei nadando borboleta e crawl na categoria mirim. No infantil, migrei para peito e medley. Com o tempo, encontrei meu espaço nas provas de fundo e águas abertas. Entre minhas principais conquistas estão dois terceiros lugares nos 400m medley nos Jogos Estudantis Brasileiros, além de finais em campeonatos brasileiros.

Encerrei minha carreira competitiva aos 17 anos. A natação voltou à minha vida quando retornei para as piscinas em Campo Grande (MS), ao lado do meu pai. Ali redescobri o prazer do processo, a simplicidade do aprendizado e a essência da modalidade.

Desde então, nunca mais saí da água.

Hoje, minha missão é formar nadadores que entendam que a natação vai além da técnica — ela constrói caráter, disciplina, constância e confiança. Porque eu vivi cada etapa desse caminho.